Análise Cultural
Antonio Felipe


Arquivos Anteriores




21/02/2011 15:04
Simplicidade ou sovinice?
_____________________________________________________________________________________________________________________ Sou fã incondicional do cantor Gonzaguinha. Quando ele faleceu, em 1991, eu era muito pequeno e, claro, não me lembro da infeliz data. Comecei a acompanhar o trabalho dele já por volta dos meu 17 anos, mais ou menos. Aos poucos vou conhecendo, lendo aqui e ali, um pouco da vida do cantor e todos os dados me levam à direção de que Gonzaguinha era um homem de personalidade fortíssima.
Gonzaguinha teve uma infância um tanto complicada até pela precoce perda da mãe, Odaléia, vítima de tuberculose e também viveu um tanto afastado de seu pai, o rei do baião, Luiz Gonzaga. Talvez tudo isso tenha contribuído para a solidificação do gênio difícil do cantor. Certo é que, já consagrado, Gonzaguinha não abria mão de carregar os equipamentos em seus shows e, por muito tempo, abriu mão de até de assessoria de imprensa.
Aí se estabelece a problemática que propus neste texto. Gonzaguinha mantinha uma simplicidade por ter vivido uma infância difícil? Logo se abre outra possibilidade. Alguns rumores apontam uma possível sovinice do compositor. Há quem diga que Gonzaguinha era o tipo de pessoa incapaz até de pagar um café aos seus melhores amigos.
Se simplicidade ou sovinice, o certo é que Gonzaguinha foi um compositor único. Ele foi capaz de cantar a realidade do trabalhador brasileiro em um período conturbado e até por isso foi um dos cantores mais censurados do país. “Outro” Gonzaguinha, mais “ameno”, também fez sucesso. Aquele que cantou as belezas da vida e do amor. Talvez esse lado do compositor é o que mais se mantém “vivo” nos dias de hoje. São diferentes traços de uma personalidade. Traços de uma personalidade única.

Antonio Felipe | comentários(0)



02/02/2010 15:29
Quem é que não quer ser feliz?



A música tem histórias formidáveis. O que dizer então de um casamento perfeito entre o samba e o blues? Duas vertentes tão distantes entre si se entrelaçam perfeitamente num conjunto harmônico apresentado pelo cantor paulista Edvaldo Santana.
O primeiro registro solo de Edvaldo foi em 1993 com o álbum Lobo Solitário. Esse disco já traz a grande paixão que o cantor tem pela poesia concreta, que se materializa com a faixa “Torto”, parceria com o poeta Haroldo de Campos. “Um fato interessante é que eu sou um cara da periferia, que sai da Zona Leste, com complexo de rejeição exacerbado, com coragem para transitar na poesia concreta”, diz Edvaldo.
O cantor seguiu sua errática (no bom sentido) carreira com os discos “Ta Assustado?”, de 1995 e “Edvaldo Santana”, de 2000, onde continuou desenvolvendo seu diversificado trabalho que inicia no samba, passa pela música caribenha, vai para o rock, volta para o samba... Enfim, a trilha musical de Edvaldo não tem estações e nem fim.
Em “Amor de Periferia”, de 2004, o trabalhou conta com as ótimas participações de Lenine, Zélia Duncam e Nuno Mindelis, que ajudam a realçar a linha temática das respectivas músicas em que participam.
O mais recente disco, “Reserva de Alegria”, de 2006, talvez seja a maior prova que romper com um estilo, não significa destruí-lo. Edvaldo destaca mais uma vez sua linha entre o blues e o samba, agora acompanhados pelo hip hop. Para isso, contou com as participações de dois renomados nomes do gênero, Thaíde e Rappin’ Hood. Mais malandro, impossível. Mais erudito, improvável. O hip hop está lá. A poesia vanguardista também. E o improvável ganha status de normalidade. Edvaldo Santana consegue isso.
O que mais dizer de alguém que é pura integridade? Alguém que rompe as barreiras musicais sem perder a originalidade? Um cara que sai da zona leste de São Paulo para se envolver nos “lances” de poesia vanguardista? O negócio é ouvir a música de Edvaldo, a conseqüência, como resto, é inefável. Um dos mais prolíficos artistas do Brasil, o dramaturgo e poeta, Mario Bortolotto, dá o tom final: “Na minha simplicidade de bluesman que chora as pitangas/ É reconfortador trombar com a alegria santa de Edvaldo Santana/ Definitivamente o cara mais bacana”.

Antonio Felipe

Crédito da foto: Edson Kamusaka

Antonio Felipe | comentários(1)



18/11/2009 15:59
Há 31 anos ocorria o suicídio em massa liderado por Jim Jones



Hoje completa 31 anos do suicídio em massa liderado pelo pastor norte-americano Jim Jones na selva da Guiana, mais especifiamente no povoado criado para os fieis da seita "Templo dos Povos". Naquele 18 de novembro de 1978, mais de 900 pessoas, um terço composto por crianças, beberam suco com cianeto.

Jim Jones pregava a união dos povos e um mundo livre de qualquer tipo de segregação. Por conta de seus ideais revolucionários era constantemente perseguido pelas autoridades dos Estados Unidos. Refugiou-se no início dos anos 60 em Belo Horizonte, onde permaneceu por aproximadamente um ano.

De volta ao seu país, Jim Jones conseguia pouco a pouco agregar um número cada vez maior de adeptos ao "Templo dos Povos". Com o dinheiro e empenho de seus fieis começou a ser construída no início da década de 1970 a vila "Jonestown", onde seria a "terra prometida" de seus seguidores.

Cada vez mais perseguido pelas autoridades norte-americanas, Jim Jones refugiou-se, dessa vez com seus fieis, mais de 1000 pessoas, para "Jonestown", situada num ponto distante na selva da Guiana. Depois de certo tempo, muitas pessoas se arrependeram de ter deixado os Estados Unidos para viver em condições primitivas, com fome e sem higiene pessoal.

Em novembro de 1978 um deputado norte-americano rumou, juntamente com um grupo de jornalistas, para a Guiana a fim de conhecerem as condições de vida dos moradores de "Jonestown". Lá encontraram um povo alegre e aparentemente normal. Depois começaram a perceber que tudo aquilo tinha sido tramado por Jones, que obrigava os fieis a parecerem contentes. Logo, os visitantes iam recebendo bilhetes anônimos de pessoas desiludidas falando da farsa que era o "Templo dos Povos". Interrogado sobre isso, Jim Jones desconversou e começou a se desentender com o grupo de excursionistas. O deputado e os jornalistas deixaram "Jonestown" rumo ao aeroporto. Foram perseguidos por membros da seita que tinham ordens de matar. Todos os visitantes foram mortos na emboscada, juntamente com alguns fieis desertores.

Logo após, em "Jonestown", Jim Jones, que já sabia do ocorrido, ordenou todos os membros da seita a tomarem suco com cianeto. Ele afirmava que aquele procedimento era inevitável, pois com a morte da comitiva norte-americana, a seita seria persguida pelas forças armadas da Guiana. Ele dizia algo como "se não podemos viver em paz, vamos morrer em paz". Primeiramente as crianças tomaram o veneno, obrigadas pelos próprios pais. Em seguida, os adultos fizeram o mesmo. Jim Jones foi assassinado com um tiro na cabeça. Até hoje não se sabe quem matou o pastor.

Antonio Felipe | comentários(1)



28/08/2008 22:45
Lázaro Ramos é o único negro talentoso no Brasil?
___________________________________________________________________________________ Há muito tempo todas as pessoas de bom senso pedem a inclusão social do negro em todas as esferas políticas, econômicas, culturais e muitos outros espaços no país. Porém, muito pouco se mudou. O que se vê, por exemplo, nos veículos de comunicação, é a ampla dominação da minoria branca em todos os aspectos. Não é novidade nenhuma que o negro sempre ganha papéis secundários na mídia brasileira. Isso quando ganha.

Muitos vêem em Lázaro Ramos, grande ator, uma possibilidade de mudança no quadro social. Eu via e tinha crença nisso também. Mas o tempo mudou minha opinião. As portas se abriram para Lázaro Ramos, todavia, não se abriram para os negros. O ator virou o bode expiatório da minoria dominante. Utilizam Lázaro para explicar a ausência dos negros à frente dos principais programas socioculturais, socioeducativos, etc.

Isso tudo contribuiu para o crescimento da escala discriminatória no Brasil. A indústria cultural usa Lázaro Ramos para esconder o preconceito. Se não abrirmos os olhos para isso, a dimensão desse mal pode aumentar a ponto de não entendermos mais nada, absolutamente nada. Ainda é tempo para tirar a venda dos olhos.

Não sou negro e nem tenho nada contra o Lázaro Ramos. Muito pelo contrário, pois para mim é um talento multifacetado e raro. Ator de características marcantes. Pessoa de índole indubitável. O que contesto aqui é a desvalorização do negro sob a supervalorização de Lázaro. A imagem do negro não pode ser monopolizada a uma só espécie. A inclusão do negro seria uma grande vitória àqueles que há muito lutam pela diversidade criativa independentemente de raças ou classes sociais.
Vamos pensar nisso.

Antonio Felipe | comentários(2)



21/07/2008 22:10
Mostra RSMB no Sesc Pompéia
Uma das mais antigas comunidades virtuais de compositores, a RSMB (Rede Solidária de Música Brasileira) comemora sete anos com um super-show. A RSMB 7 Anos - Mostra Musical. Dias 1º e 2 de agosto. Na Choperia do Sesc Pompéia.

No começo parecia mais um desses projetos que não saem do papel – a exemplo do que ainda acontece com o sonho de ver a boa música ganhar espaço na mídia de alcance popular. “Não faltou quem duvidasse de que chegaria ao primeiro ano”, ainda se lembram Madan, pai do projeto, e Dhara, que adotou a idéia e até hoje, ao lado dele, tudo faz para que o movimento sustente a força. De fato, eles reconhecem, não foi fácil. “Menos pela vontade de acertar do que, propriamente, pela batalha que, no dia-a-dia, os operários da canção independente têm de travar para viver com dignidade”, dizem os líderes.
Mas a verdade é que deu certo. Hoje, a RSMB, que, no ano passado, inaugurou um blog (http://rsmb-specialsound.blogspot.com/2007_12_08_archive.html), reúne dezenas de associados. Eles são produtores musicais, compositores, intérpretes, gente que, simplesmente, gosta da boa música e faz da RSMB o ambiente ideal para todo tipo de comunicação – da divulgação de shows e projetos à localização daquela canção rara ou daquele instrumento liquidado a preço de ocasião. Nos intervalos, ainda sobra energia para comprar uma bela briga na sempre santa guerra em defesa da música independente de qualidade. “A matéria-prima de tudo é a solidariedade. E é por isso que chegamos aqui e, com certeza, vamos longe”, aposta Madan.

De modo a comportar o maior número possível de participantes, a RSMB 7 Anos – Mostra Musical será nos dias 1º e 2 de agosto, às 21 horas. Na primeira rodada de apresentações, cantam Darwinson (Goiânia), Élio Camalle (São Paulo), Estação Guerrilha (São Paulo), Jottagá (Poá), Fernando Cavalieri (ABC), Kana (Japão – São Paulo), Léo Tomaz (São Paulo), Lucia Helena Corrêa (São Paulo), Madan (São Paulo), Marcio Cavalcanti (São Paulo) e outros.

A segunda noite, com direito a apresentação em que todos os participantes cantam juntos, no encerramento, traz Adolar Marin (ABC Paulista), Beto Santos (São Paulo), Dhara (São Paulo), Flavito Guerra (São Paulo), Marcos Neves (São Paulo), Nelson e Sandra Viana (São Paulo), Rafael Leite (São Paulo), Sonekka (Baixada Santista), Ubiratan Souza (Maranhão) e Vlado Lima (São Paulo).

Sob liderança musical de Bráu Mendonça (violão e guitarra), a banda que acompanha os intérpretes é formada por Mauro Cannalonga (teclados) e Bruno Sotil (percussão).

SERVIÇO
Show RSMB 7 Anos - Mostra Musical
Data 1º e 2 de agosto, sexta e sábado
Horário 21 horas
Onde Choperia do SESC Pompéia (Rua Clélia, 93 – telefone (011) 3871-7700)
São Paulo, julho de 2008.
Jornalista Responsável Lucia Helena Corrêa (MTb-RJ 14.849)
Informações Cooperativa Musical (Rua Auro Soares de Moura, 252 – 5º andar – telefone 011-3828-3447)



Antonio Felipe | comentários(1)



21/07/2008 21:34
Soneto de Glauco Mattoso

*270 A DERCY GONÇALVES [1999]

Recusa-se a morrer. Não morrerá.
Talvez caricatura, a sua vida,
vestal, velha vedete travestida,
inverte o que o pariu pra puta vá.

Vai ser a cibernética babá
de toda meninice reprimida.
Ninguém faz saturnal se não convida
a nossa sideral gueixa gagá.

Mostrou a perereca da vizinha
apenas pra alegrar a garotada.
Com ela é pau no cu da carochinha.

Pôs cada palavrão numa piada.
Passou. Não passará. Brilha sozinha.
Estrela d'Alva, salva da alvorada.

Antonio Felipe | comentários(1)



29/12/2007 22:35
Seis anos sem Cássia Eller
Seis anos se passaram e ainda custo a acreditar que Cássia Eller se foi. Justo naquele momento onde eu via grande prosperidade. Algo prolífico e infindável. Realmente, ainda não posso acreditar.
Quando ouço um disco da Cássia, a voz potente, que maravilhosamente se rasga em certos momentos, me remete à existência da cantora. Ela ainda está aqui. Não sei explicar o que acontece. Só Cássia me traz isso. Talvez sua voz, imortal sem dúvida, seja o perfeito sinônimo de existência. Daí a natureza do meu sentimento, quando escuto o canto dela.
Ela experimentou várias vertentes musicais e a cada estilo dava a sua peculiar característica. Maravilhosa intérprete. De Riachão a Nirvana. De Xis a Beatles. Cada música que cantava, Cássia transformava em sua própria canção. Tomava de conta da situação. Os próprios compositores reconheciam isso. A música era da Cássia. Poucos intérpretes conseguem tal façanha.
A voz de Cássia segue viva. Logo, ela mesma está viva nessa magnífica fantasia deixada em seus 39 anos de vida. Tão precoce e tão infinita. Tão nova e tão velha. Coisas que a razão jamais explicará. Só mesmo a razão da genialidade de Cássia Eller. O tempo passa e a impressão fica. Os bons nunca morrem.

Antonio Felipe | comentários(2)



25/10/2007 17:07
Bem vindos à Estação Guerrilha



Gravar era um grande desejo de todos nós. Até porque não tínhamos experiência com tal coisa. Estúdio para nós ficava apenas dentro do campo mental, algo a ser alcançado um dia. Quem sabe quando estivéssemos bem ensaiados?
Mas eis que surge uma idéia bombástica do guitarrista Lincoln Tsuyama. “Vamos gravar?” Eu respondi: “Ora vamos, por que não?” E não é que o danado marcou logo para aquela noite?

Rumamos para o estúdio. Mas antes pegamos de surpresa o baterista, Adriano Oliveira. “Vamos começar a gravar hoje!” Logo estava tudo pronto. Gravaríamos a nossa música – manifesto: “Estação Guerrilha”.
Adriano não demorou a gravar a bateria. Gravei o baixo também sem muitos problemas. Estávamos tão empolgados que gravamos duas músicas.

Além de “Estação Guerrilha”, música composta já para essa banda que até então não tinha nome em 2006, gravamos uma música que fiz na minha adolescência, mais precisamente em 2003, “Parece Não Ter Fim”.

Nos dias seguintes, gravamos guitarras, violão e vozes. Depois de um total de oito horas, recebemos o CD prontinho, mixado e masterizado no Estúdio Casa Amarela.
O fato curioso é que as duas músicas são totalmente distintas. A letra de “Estação Guerrilha” traz uma pequena e agressiva crítica a quase todas as formas de sistema político, econômico, etc. É uma visão séria e pessimista do atual momento vivido pela população mundial.

Já “Parece Não Ter Fim” apresenta uma letra dispersa e descompromissada de uniformidade. Fala-se de amor, de viagem, de um problema jurídico enfrentado, enfim, é uma canção multitemática e bem mais leve do ponto de vista semântico e sonoro que “Estação Guerrilha”.

Apesar de tais diferenças, sinto uma univocidade que, de certa forma, entrelaça uma canção à outra, como se “apesar dos pesares, estamos juntos”. Essa “diferença” cria, penso eu, um traço estilístico que conclui por caracterizar a banda “Estação Guerrilha”. Temos várias músicas e muita variação sonora e semântica que poderia dispersar o elo característico da banda, mas isso, no nosso caso, traz a homogeneidade que eu já disse antes. Isso tudo fruto talvez dos mais de três anos juntos (tempo somados desde quando compúnhamos outra banda).

A música “Estação Guerrilha” denota a crueza sempre presente no pós-punk. A guitarra um pouco suja; o baixo dobrado; a bateria avassaladora. O resultado atingido chegou perto daquilo que esperávamos. Para uma outra oportunidade, pouca coisa será mudada.

Já “Parece Não Ter Fim” soa mais suja do que sua naturalidade. Reconhecemos o exagero com a distorção da guitarra. Apesar de o violão contrabalançar um pouco com a massa sonora da guitarra e trazer para a música um pouco de suavidade natural, ainda o resultado ficou distante do que realmente queríamos.

De um modo geral, para um trabalho pensado e arranjado na última hora, até que o resultado foi satisfatório. Primeira vez é tudo muito complicado. Imagine um trio despreparado chegar ao estúdio sem saber o mapa musical das canções, sem definições de quantas guitarras serão gravadas em cada música, etc.

Aos poucos a gente pretende atingir um melhor desempenho instrumental para com os nossos respectivos papéis musicais. E isso leva tempo, horas e horas de ensaios. Planejamos futuramente voltar ao estúdio para realçar nossa linha musical. Ultimamente estamos compondo e traçamos algumas idéias para a continuação da estrada. Estou certo de que bons trabalhos virão. E bons resultados também.

Antonio Felipe | comentários(3)



27/09/2007 19:30
Alguns adjetivos para classificar Glauco Mattoso em seus sonetos sobre “política” _________________________________________________________________________________ Sagaz – Glauco aplica seu conhecimento muito bem. Quando se lê, nota-se o significado e pouco se preocupa com a métrica. Logo, conta-se a métrica e se pergunta: “Como ele fez isso? É muito bom!

Sucinto – Percebe-se a minúcia que Glauco tem ao colocar uma palavra. Isso não é um processo fácil. Fazer soneto exige cautela, acima de tudo. Glauco nesse sentido mostra a sua sensibilidade poética.

Ligado – Tudo tem um motivo. O poeta está atento a tudo o que ocorre nos três níveis de poder político. Quem lê os sonetos verá um bem informado artista.

Irônico – Quem faz algo e dedica a José Dirceu...

Ferino – Não sem razão. Há outro jeito de se lidar com política?

Corajoso – Glauco é, acima de tudo, um homem sem medo de dizer a verdade. Seja quem for, ele manda para o devido lugar sem a menor cerimônia.

Categórico – Tudo é feito com extrema sutileza e habilidade. Sem ser prolixo, Glauco vai direto ao ponto e atinge a boa comunicação com o receptor da sua poesia.

Áspero – Escatológico, xinga quem deve ser xingado. Utiliza as palavras mais chulas quando necessário. E com toda razão.

Tocante – A cadeia de palavras presentes nos sonetos desperta algo surreal. Se dá risadas, se concorda, se choca, se surpreende... Tudo é possível, tudo é passível.

Verdadeiro – Os fatos estão aí. As opiniões foram feitas. Alguém vai discordar? Eu não.

Agradeço ao Edvaldo Santana, que fez possível o meu encontro com Glauco Mattoso.

Nota sobre o trabalho de Glauco Mattoso: “Melopéia: Sonetos Musicados"

Falcão é um gênio!

Antonio Felipe | comentários(3)



12/08/2007 21:20
O Rei da Cultura (e sem metaforazinha)


Algo que se pode colocar com firmeza como o pouco convencional (ou anticonvencional?) da Música Popular Brasileira. Confirma-se aquilo que ele próprio diz: “Componho um som para cada dia”. Falo de Péricles Cavalcanti, cantor e compositor de voz suave, não diria aveludada, mas sim um canto que encontra o seu reflexo na suavidade ecológica.

Violão. Instrumento rico em sua infinitude e Péricles tira dele o que todas as pessoas buscam de melhor naquilo que mais gostam. Todos querem o ouro, o melhor, o mais próximo do perfeito, o acme. E Péricles logo na primeira canção de seu novo álbum já expressa o seu amor pela canção: “O galope do guitarrista apaixonado”. A paixão, aqui, é pela própria guitarra, que Péricles toca com elevada inspiração.

O seu novo álbum, “O Rei da Cultura”, explora o melhor lado possível de todos os gêneros presentes nele. Samba, jazz, rock’n roll, dentre outros, representados ora com a pureza de suas respectivas naturalidades, ora mescladas a um conceito, hoje muito utilizado, a música eletrônica. O cantor volta depois de um disco fortíssimo dentro do cenário da música popular o, ‘dois em um’, Blues * 55.

Péricles é do tipo que gosta de trabalhar ativamente em toda a plenitude do trabalho, tanto que toca quase todos os instrumentos, produz, compõe (letra e música), enfim, se posta sempre a favor de sua participação no trabalho. Deve-se ressaltar, também, a participação determinante de todos os artistas envolvidos no trabalho, pois proporcionaram um ótimo conjunto na totalidade do projeto. E tem participações especialíssimas como Edgard Scandura e Rodrigo Amarante, que inclusive fez o projeto gráfico do disco.

“O Rei da Cultura” retrata com exatidão inúmeros casos, desses que nos deparamos no dia-a-dia. E também aqueles mais íntimos, que só o cantor pode nos brindar com sua forma de exteriorizar esses fatos.

Pois é. Péricles, logo, é o que ele mesmo diz da primeira à décima sétima faixa do álbum. “Sou sua paz, sou sua flor. Eu lhe conheço, você me conhece. Todo o tempo, tudo dentro, tudo invento, tudo é jazz. Eu sou o rei da cultura (AM). Eu sou o mestre do óbvio (ululante). Eu gosto de interpretar. Interpretar sinais.”

Tudo está lá. Todo esse jogo de adjetivos e substantivos que adjetivam o cantor, que poderíamos simplesmente dize-los novamente. Mas o artista nos dá de presente a perfeita classificação de sua criação, de seu perfil. Para terminar ressoarei mais uma vez o que já foi dito: Péricles Cavalcanti: O Rei da Cultura.

Antonio Felipe | comentários(4)



18/06/2007 22:32
Por não ter o que falar
Cadê aquele marginal que cantava com o seu violão à sombra de uma árvore qualquer lá na praça da Sé? O deprimente rosto de um artista suprimido pela geração que dispensa toda forma de manifestação cultural, num bojo social cada vez mais globalizado, onde a arte ganha (ou perde?) variantes de diversificações híbridas. Nele ainda se vê o semblante da esperança. Seja lá o que for esperança nesse plano de contemporaneidade. Mas, de qualquer forma, tem a ver com esperar (li isso em algum texto-poema-música que mandaram para mim).
Nunca mais se viu esse rosto, que denotava o cansaço vivido e incompreendido numa esfera terceiro-mundista, que intimida e repreende todas as tentativas de se ser não-convencional ou até o pouco convencional. Metaforicamente isso não representa nada. Só interessa para os parentes, desse ébrio cidadão comum, tão incomum, e incapaz de viver por si só nesse exato jogo de interesses cada vez mais econômicos.
Não existe luta de classes. Pois não há classes. O termo classe remete a conjunto, a união. Onde há união, nessa esfera pragmática tão vulgar, onde o ser é o principal alvo de consolidadas repressões físicas, psíquicas, artísticas, etc?
O violão ainda existe. O marginal faleceu há três anos. Não tinha comida, nem família, nem lar. Outros artistas informaram sobre essa morte, tão comum, que não sai nunca no jornal e que sempre acontece, normalmente, com outros personagens, de outras histórias. Essa é apenas mais uma desse jogo explicito, onde a vitória é alcançada por apenas um dos lados, dos infindáveis oponentes dessa estação. A Estação Guerrilha.

Antonio Felipe | comentários(4)



11/06/2007 14:14
Força Jonas Greb


Desculpem a todos os fãs da arte pela minha intervenção pessoal no blog. Mas não poderia deixar passar batido uma grande injustiça que está sendo cometida contra uma pessoa que tenho um grande apreço: Jonas Greb.
Jonas fez alguns comentários exagerados sobre os gaúchos. Isso eu sei, entendo a ira dos sulistas. Mas execrar uma pessoa de tal forma como está sendo feito é um absurdo.
Primeiro, até alguns veículos de comunicação do Rio Grande estão fazendo colocações equivocadas ao chamarem o Jonas de "radialista" e até "jornalista". Jonas é advogado e apresenta um programa na rádio Trianon dedicado aos torcedores santistas. Ele é apenas o porta-voz da torcida e que exerceu todo o repúdio daqueles que foram mal recebidos no Sul pela torcida do Grêmio. Para quem não sabe, inúmeros torcedores santistas que foram de ônibus à capital gaúcha, sentiram na pele a inexplicável ira gremista. Os ônibus foram alvos de pedras; torcedores apanharam sem saber o porquê; e o pior de tudo: a polícia gaúcha não intervinha nos casos.
É certo, gaúchos, a revolta contra o Jonas. Mas temos que entender as ambas apresentações eufóricas presentes nas situações. Erraram do lado de lá. Erraram do lado de cá. Jonas com certeza está arrependido. E a torcida do Grêmio?
Agora, Jonas não pode mais apresentar o seu programa diário, vítima de um vulgar gesto de censura. E engraçado que quem cometeu agressão física no Sul, não foi sujeito a qualquer punição, nem ética, nem moral, nem nada.
Antonio Felipe | comentários(6)



28/05/2007 16:05
Fausto Fawcett: O gênio das musas



Uma completa descrição erótica transmitida numa canção. Quase todas as músicas intituladas com o nome de uma musa: Tânia Miriam, Kátia Flávia, Regininha... e até criações análogas como “Gueixa Vadia” e “Andróide Nissei”. EM geral canções que transitam entre o Rock’n Roll e o rap. Rock’n Roll pela execução instrumental dos respectivos instrumentos. Rap devido à maneira de Fausto Fawcett interpretar as canções numa linguagem totalmente diferente da convencional.
As letras enormes do autor detalham minuciosamente as vidas das mulheres citadas, seja na noite, em casa, imprensa... E tudo isso exposto no ápice do Rock nacional: os anos 80.
A primeira banda que acompanhou Fausto foi “Os Robôs Efêmeros”, que tinha na formação, Marcelo Lobato, o atual baterista d’ O Rappa. Carlos Laufer, um dos guitarristas, era o principal parceiro de Fausto. Com os “robôs” foram lançados dois discos: o primeiro auto-intitulado e o “Império dos Sentidos”, que traz na capa a então musa do momento, Silvia Pfeiffer.
A banda teve vida efêmera como o próprio nome. Mas Fausto continuou. No início dos anos 90 surge uma banda com várias mulheres e inúmeros integrantes, a “Falange Moulin Rouge”. Com essa banda saiu o terceiro e último disco de Fausto, Básico Instinto.
Agora existe a ansiedade da volta fonográfica de Fausto, já que seu último álbum saiu em 1993. Mas ele continua esporadicamente fazendo shows e seguindo o seu trabalho de escritor e jornalista. A ele se pode imputar o título de “o poeta das musas”.

Antonio Felipe | comentários(1)



17/05/2007 19:21
A 'ira" de volta



Aguardava com muita ansiedade o novo trabalho do IRA!, o primeiro após o “Acústico MTV”, lançado em 2005. Geralmente os trabalhos acústicos são grandes divisores de água nas histórias das grandes bandas do rock nacional. Foi assim com os Titãs, Capital Inicial, dentre outras.
Com o IRA! tive uma grata surpresa.A banda manteve a pegada costumeira dos seus trabalhos anteriores ao acústico. O conjunto mantém a sua história linear, diferentemente de outros, que mudaram a característica sonora e temática após realizarem o projeto para a TV.
O romantismo das letras, sarcasmos, protestos e batida pós-punk são latentes no novo trabalho, “Invisível DJ”. Tudo que se espera do IRA! é encontrado nesse disco, cheio de canções belas e arranjos bem elaborados.
Edgard Scandurra continua a ser o compositor mais prolífico do IRA!. O guitarrista assina nove das doze canções do álbum, que conta ainda com uma releitura do cantor e compositor Walter Franco, “Feito Gente”. “Invisível DJ” tem tudo para ser um dos melhores álbuns de rock’n roll do ano de 2007.

Antonio Felipe | comentários(1)



11/05/2007 19:53
O rei da canção e também da arrogância



Ídolo. Maior de todos. Quem eu considero o rei da melodia é intitulado como rei da canção. Não contesto de forma alguma esse rótulo. Aliás, muito bem aplicado, segundo a minha opinião. Mas alguns fatos desagradáveis têm que ser evidenciados.
Roberto Carlos, o rei, é perito em superar obstáculos pessoais e artísticos. Porém, mostra que não sabe lidar com o “ser artista”. Nunca entendeu que ser artista é ser um enorme terreno para exploração. Uma pergunta, qual o fã não gostaria de saber tudo sobre o seu ídolo?
Nosso rei impediu um trabalho realizado em 16 anos, pelo jornalista Paulo César de Araújo, de ser comercializado para seus fãs, curiosos, amantes da música popular, etc. Todos esses, sim, lesados com a apreensão do livro “Roberto Carlos em Detalhes”.
Vale lembrar que todo o trabalho jornalístico não é inventado pelo profissional. Os jornalistas reúnem fatos acontecidos historicamente, e sempre se apóiam em entrevistas realizadas com testemunhas de um determinado caso estudado. Por que punir um trabalho que consiste na mera divulgação de fatos conseguidos com testemunhos provados? É todo um trabalho jogado fora. Massacrado pela vaidade e superstição do senhor Roberto Carlos. O rei é muito maior que tudo isso e não pode privar o público de conhecer sua obra. E não é a primeira vez que faz isso. Ele impediu, há alguns anos, o lançamento de seu primeiro disco, “Louco por Você”, em CD. O único punido com tudo isso foi o seu vasto público, no qual eu me incluo.
Sou solidário ao companheiro Paulo César de Araújo, que heroicamente fez uma grande obra. E depois se viu preso por um maldoso gesto de vaidade e superstição. O que confirma: O rei da canção é também o da arrogância.

Antonio Felipe | comentários(1)



04/05/2007 19:13
Rumo ao passado


O melhor jamais escapa das lentes fotográficas de Gal Oppido. Uma vez músico do Grupo Rumo nos anos 70, ele é sem dúvida um dos maiores captadores de imagem do mundo. E nada foge dele mesmo. Nem sequer o que ocorreu há muito tempo e está explícito no velho testamento. Este passado, Oppido faz questão de registrar em sua atual mostra, “Alegorias Bíblicas”, exibida na galeria Oeste em São Paulo.
O artista recria por meio da fotografia algumas figuras “altamente ilustres” presentes na bíblia, desde a criação do mundo e do homem à ressurreição de cristo, isso já no novo testamento. Numa prova de que não há no tempo o que escape à arte. E mais, tudo é colocado de uma forma totalmente diferente.
O fotógrafo relata a natureza erótica (alguém já pensou nisso?) de grandes heróis e vilões bíblicos. Ainda não fui a essa exposição, mas quando puder conferi-la, contarei aqui mais detalhes.
Enquanto isso me estendo no limite do meu pouco conhecimento sobre fotografia. Um campo fértil que merece uma grande exploração. Onde Gal Oppido é enorme referência.

Antonio Felipe | comentários(2)



23/04/2007 20:31
Aguilar e a obra viva



Cores muitas cores. Poderia ser apenas um borrão sem sentido algum. Mas cores e desenhos estão muito bem distribuídos na tela. Tudo em maravilhosa sintonia. Espontaneidade plenamente pensada e dificilmente vista em outro artista
José Roberto Aguilar está há quase 50 anos nas artes plásticas. Tarimbado modernista de arte que sugere minúcia em seu processo de feitura, até nos menores traços, sempre resultante em grandes desenhos e maravilhosas obras.
Os traços se somam, se confundem, se entrelaçam, mas nunca perdem o sentido. Construções verdadeiramente ágeis. É difícil classificar algo que parece mover-se a todo o momento ao invés de sempre estar estático. Mais parece um jogo. Mas tudo está parado. Porém, Aguilar nos dá em sua arte a impressão de estarmos sempre enganados, pois a pintura parece dançar o tempo todo, tal vivacidade.
É tudo fruto de uma natureza intimista. Algo que vai diretamente ao encontro da suavidade francesa, mas com os já ditos toques minuciosos que as obras revelam em seu bojo. São, realmente, trabalhos de grande complexidade.
O melhor de tudo é que Aguilar é, sobretudo, nosso. Pode não ter aqui no Brasil uma grande amplitude, devido aos mais variados motivos que não cabem aqui a explicação. Mas é daqui. Talvez aí resida o grande segredo de suas obras: A sensibilidade brasileira sobre o mundo.

Antonio Felipe | comentários(1)



13/04/2007 15:04
Hip Hop: Cultura de Rua

Tudo se materializava no centro de São Paulo. Ali, bem próximo à estação São Bento do Metrô. Em meados dos anos 80, jovens de “atitude” se reuniam para fazer aquilo que já era boom na América do Norte: o Hip Hop.
Esse movimento, pioneiro no Brasil, revelou a maior dupla de Hip Hop tupiniquim, Thaíde e DJ Hum, hoje separados. Eles foram responsáveis diretamente para a afirmação dessa tendência dentro do cenário brasileiro.
Saiu desse movimento o primeiro registro fonográfico de Hip Hop no Brasil, o LP “Hip Hop: Cultura de Rua”. Além de Thaíde e DJ Hum, o LP trouxe “Código 13”, “Mc Jack” e “O Credo”. O disco apresenta um verdadeiro manifesto dessa maneira alternativa, até então, de se fazer cultura. A expressão é algo a ser ressaltado logo de cara. A evidenciação do caos social, das soluções, dos amores, já era clara na época. “Hip Hop não se veste, tem que sentir”, afirma o Código 13 na música de mesmo nome.
Não se pode deixar de lado, todo o lado performático presente no estilo. Pernas para o ar, acrobacias e artes que se fundem ao som dos scratches dos DJ’s. Além, é claro, dos maravilhosos grafittis, verdadeiras artes que complementam a “atitude”. “Jeito agressivo, sujo e pesado / Estilo Hip Hop é como é chamado / Negros e brancos de um mesmo lado / Ideais em torno de um mesmo fato”, dá o tom mais uma vez o Código 13.
Hoje, adulto, segue o Hip Hop brasileiro, com inúmeros nomes, novos e velhos, que ilustram a realidade vivida pelo povo, pela massa, pela raça humana sem exceções. Sempre com idéias revolucionárias e contestadoras, que atingem diretamente o coração de quem ouve a música, acompanha a dança e lê o grafitti.
Antonio Felipe | comentários(1)



05/04/2007 19:53
"Um tal Tivas Miguel"
Deve ser exaltada a arte de se trabalhar nos bastidores. Pessoas que pouco ou nunca aparecem têm que ser louvadas pela capacidade da arte de lidar com pouca badalação. Aqueles que liberam o instrumento para uma outra determinada alma brilhar. Quem aí já ouviu falar em Tivas Miguel? Tivas aparece em inúmeras canções, muitas delas sucessos, cantadas pela dupla sertaneja, Zezé di Camargo e Luciano. Quem não lê os encartes dos CD´s provavelmente entranham o nome da figura citada. Outros, certamente, se surpreendem em poder ler algo a respeito do grande compositor, pouco conhecido. O que ninguém sabe também é que Tivas é cantor. Em 1995 lançou pala gravadora Continental seu disco de estréia (e único), “Loucuras de Amor”. Composto unicamente por canções românticas, Tivas comprova nele a sua enorme capacidade de fazer canções de sucesso. E olha que ele também é um grande cantor. É difícil falar o que falta para essas pessoas brilharem também como famosos. Tenho certeza que qualquer canção presente no único disco de Tivas Miguel, cantada por Zezé di Camargo e Luciano, Leandro e Leonardo, Calypso ou qualquer outro cantor ou conjunto conhecido, seria sucesso na certa. Parabéns àqueles, que como Tivas, vivem no anonimato, compondo para grandes intérpretes brilhar. Pelo menos em algum artigo eles tinham que ser lembrados. Por meio de Tivas Miguel, quero exaltar todos eles, que continuam a trabalhar nos bastidores a maravilhosa arte de compor, para que outros artistas brilhem com suas canções.
Antonio Felipe | comentários(4)



05/04/2007 19:52
Um “tal” Tivas MiguelDeve ser exaltada a arte de se trabalhar nos bastidores. Pessoas que pouco ou nunca aparecem têm que ser louvadas pela capacidade da arte de lidar com pouca badalação. Aqueles que liberam o instrumento para uma outra determinada alma brilhar. Quem aí já ouviu falar em Tivas Miguel?
Tivas aparece em inúmeras canções, muitas delas sucessos, cantadas pela dupla sertaneja, Zezé di Camargo e Luciano. Quem não lê os encartes dos CD´s provavelmente entranham o nome da figura citada. Outros, certamente, se surpreendem em poder ler algo a respeito do grande compositor, pouco conhecido.
O que ninguém sabe também é que Tivas é cantor. Em 1995 lançou pala gravadora Continental seu disco de estréia (e único), “Loucuras de Amor”. Composto unicamente por canções românticas, Tivas comprova nele a sua enorme capacidade de fazer canções de sucesso. E olha que ele também é um grande cantor. É difícil falar o que falta para essas pessoas brilharem também como famosos. Tenho certeza que qualquer canção presente no único disco de Tivas Miguel, cantada por Zezé di Camargo e Luciano, Leandro e Leonardo, Calypso ou qualquer outro cantor ou conjunto conhecido, seria sucesso na certa.
Parabéns àqueles, que como Tivas, vivem no anonimato, compondo para grandes intérpretes brilhar. Pelo menos em algum artigo eles tinham que ser lembrados. Por meio de Tivas Miguel, quero exaltar todos eles, que continuam a trabalhar nos bastidores a maravilhosa arte de compor, para que outros artistas brilhem com suas canções.

Antonio Felipe | comentários(1)



05/04/2007 19:51
Um "tal" Tivas Miguel
Deve ser exaltada a arte de se trabalhar nos bastidores. Pessoas que pouco ou nunca aparecem têm que ser louvadas pela capacidade da arte de lidar com pouca badalação. Aqueles que liberam o instrumento para uma outra determinada alma brilhar. Quem aí já ouviu falar em Tivas Miguel?
Tivas aparece em inúmeras canções, muitas delas sucessos, cantadas pela dupla sertaneja, Zezé di Camargo e Luciano. Quem não lê os encartes dos CD´s provavelmente entranham o nome da figura citada. Outros, certamente, se surpreendem em poder ler algo a respeito do grande compositor, pouco conhecido.
O que ninguém sabe também é que Tivas é cantor. Em 1995 lançou pala gravadora Continental seu disco de estréia (e único), “Loucuras de Amor”. Composto unicamente por canções românticas, Tivas comprova nele a sua enorme capacidade de fazer canções de sucesso. E olha que ele também é um grande cantor. É difícil falar o que falta para essas pessoas brilharem também como famosos. Tenho certeza que qualquer canção presente no único disco de Tivas Miguel, cantada por Zezé di Camargo e Luciano, Leandro e Leonardo, Calypso ou qualquer outro cantor ou conjunto conhecido, seria sucesso na certa.
Parabéns àqueles, que como Tivas, vivem no anonimato, compondo para grandes intérpretes brilhar. Pelo menos em algum artigo eles tinham que ser lembrados. Por meio de Tivas Miguel, quero exaltar todos eles, que continuam a trabalhar nos bastidores a maravilhosa arte de compor, para que outros artistas brilhem com suas canções.

Antonio Felipe | comentários(1)

Página 1 de 1
Blog-se Copyright © 2003 Comunique-se S/A. Todos os direitos reservados. All rights reserved.